Welcome to the Temple of Zeus's Official Forums!

Welcome to the official forums for the Temple of Zeus. Please consider registering an account to join our community.

Termos Litúrgicos do Templo de Zeus: “Yehubor - Yehuborim”

Ài Gōng

Well-known member
Joined
Sep 19, 2017
Messages
1,048
Sumo Sacerdote Zevios Metathronos:

Superando a simplicidade básica de antes, avançamos e transcendemos a compreensão fundamental.

Como muitos de vocês já devem ter percebido, certas mudanças de terminologia e uma transição completa, focada no poder, estão ocorrendo no Templo de Zeus. O passado e o que nos limitava serão substituídos pela cultura atemporal dos Deuses, e não por discursos temporais.

A razão para isso é que buscamos formalidade e o mais alto poder espiritual. Para tanto, temos nosso próprio vocabulário, que indica e categoriza aqueles que trazem trevas e destruição em um termo unificado: Yehubor.

O Espírito e os agentes de Yehubor também decidiram que devem estar além de julgamento, além de serem mencionados, e até mesmo além de observação. Invertemos tudo isso completamente.


A conversa agora se eleva ao nível espiritual e à compreensão suprema. Rótulos temporais são descartados em favor de rótulos eternos, relevantes hoje e que continuarão relevantes num futuro indefinido.

Deixando para trás o drama da internet e as dinâmicas tóxicas focadas apenas em reações humanas básicas, vamos ao âmago dos âmagos em relação à questão do inimigo – o âmago espiritual.

A definição desse termo é imutável. O valor disso será compreendido tanto nos Rituais quanto na concepção geral que todos desenvolverão ao contemplar a imagem completa.

Ao longo dos tempos, o inimigo passou por muitas mudanças, com intermináveis disputas sobre o que se passa com sua natureza, grupos, subgrupos etc. A humanidade perdeu a batalha ao tentar entender “quem” é o inimigo, e este sempre abria uma nova porta com um novo bode expiatório para continuar em atividade. Portanto, Osíris decidiu, à medida que evoluímos e superamos as limitações anteriores, aprimorar nossa capacidade de enxergar a origem do inimigo em sua essência.

Nenhum dos termos de sua descrição correspondeu de facto ao que está acontecendo. Mencionar informações relativas não era aceito, e eles se esforçaram muito para se ocultar constantemente. Com este termo, isso é impossível, pois o termo Yehubor é a essência das essências do inimigo.

De agora em diante, à medida que avançamos, usaremos termos completos como estes.

O espírito que anima muitos males não reside atualmente em uma única fonte ou em um único corpo material. Na época em que Sócrates (antes mesmo do cristismo) foi morto, ou quando outras figuras importantes do passado se voltavam para o inimigo (mesmo na época dos astecas, que foram enganados por poderes profanos a tolerar sacrifícios humanos também antes do cristismo), o espírito de Yehubor já havia começado suas operações para, de forma constante e segura, interromper o progresso espiritual da humanidade.

Depois disso, o espírito e os agentes de Yehubor avançaram para mergulhar a humanidade na Idade das Trevas e em uma infinidade de perigos; usaram muitas máscaras e criaram muitas instituições ao longo do caminho, mas tudo isso foi obra de Yehubor. Este pode habitar qualquer lugar; contudo, pode se concentrar em lugares malignos onde o Espírito de Yehubor não só é aceito, como também celebrado. Entenderás o que isso significa depois de ler o link abaixo, que explica todos os detalhes. Saberás como localizá-los.

As pessoas sempre tentaram rotulá-los com base em critérios étnicos, religiosos ou materiais, mas o alvo principal sempre foi perdido, pois esse estado de aflição em que se encontram é de natureza existencial. Esta não é uma discussão baseada em política ou geografia, mas se estende ao domínio espiritual. Há algo que anima tudo isso nos bastidores: a essência de Yehubor. Mesmo as entidades materiais que servem aos interesses de Yehubor estão sempre mudando de objetivos. Agora, elas não podem mais fazer isso.

Isso transcende o nível de rótulos temporais, sendo o termo uma escolha sob a orientação dos Deuses para descrever essa terrível aflição existencial – EM SUA ESSÊNCIA. O Espírito de Yehubor esteve fortemente por trás da criação das principais religiões abraâmicas, nascidas da ignorância. O resultado da ascensão dessas religiões – trevas, destruição e superstição, que ainda persistem hoje – será abordado como obra de Yehubor.

O estado de Yehubor e quem ele pode abranger não serão mais limitados por classificações restritas. Isso representa um rompimento claro com as crenças anteriormente adotadas, que eram, para todos os efeitos espirituais, muito limitadas.

Aqueles que se encontram nesse estado de aflição espiritual são os Yehuborim. Reduzir a atividade psíquica e enganosa e o avanço espiritual de Yehubor é a cura para a ignorância em todo o mundo.

Original: https://templeofzeus.org/liturgical_terms_yehubor.php
Tradução logo abaixo
 

I. YEHUBORIM​

· Υεηυβορίμ ·

No Zevismo, Yehuborim (Υεηυβορίμ) denota uma categoria teológica de aflição espiritual: aqueles que carregam o selo do Divino em seus nomes, mas que interiormente estão vazios da presença Divina – vasos que trazem a inscrição de Deus, mas não contêm nada d’Ele.

O termo deriva da raiz sagrada Yehu – a impressão Divina dentro de um nome teofórico, como encontrado em Yehu, combinada com Bor (בּוֹר – poço, vazio, ignorância espiritual), resultando no significado composto: “os Seres Ocos Selados por Deus” – entidades marcadas pelo Divino, mas esvaziadas de toda substância Divina.

SOBRE A NATUREZA DOS YEHUBORIM​

Os Yehuborim são definidos não por sua origem material, mas por sua conduta espiritual e orientação para o Divino. Eles são reconhecidos pelos seguintes atributos essenciais.

Eles reivindicam o favor exclusivo do Divino – afirmando-se como os únicos recipientes da graça de Deus – enquanto não exibem nenhuma de suas qualidades em sua essência ou em suas obras. Sua arrogância é estridente; seu recipiente é vazio. Todos os outros, segundo os Yehuborim, estão sujeitos a punição, morte, execução ou danação eterna. Tais são as “obras teúrgicas” que procedem do espírito de Yehubor: não a elevação ao Divino, mas a condenação sistemática de todos os que estão fora de seu círculo.

Violência, arrogância, roubo, desenraizamento, e escravização de mentes, povos e nações para seus próprios objetivos particulares – essas são as características que definem a conduta dos Yehuborim no mundo material. Eles realizam ritos mecanicamente, enquanto o espírito por trás do rito há muito se foi; a casca persiste onde a essência fugiu. A presença viva de Deus se afastou deles, contudo, eles mantêm a pretensão da presença Dele diante do mundo.

Na linguagem dos Yehuborim, os Deuses Antigos aparecerão como entidades malignas, a fonte do Bem será invertida para o mal, o que é divino se tornará profano; a espiritualidade e a religião se tornarão apenas armas de escravidão, a ignorância substituirá a sabedoria como abordagem sistemática.

SOBRE A IDOLATRIA DOS YEHUBORIM​

Os Yehuborim praticam idolatria incessante – a adoração de objetos materiais como paredes, pergaminhos, livros e amuletos – enquanto condenam as mesmas práticas em todos os outros povos da Terra, como nas palavras daqueles afligidos pela condição de Yehuborim, “merecedores da morte e do fogo eterno do inferno ou da danação”.

Os Yehuborim podem praticar astrologia e artes divinas dadas pelos Deuses, enquanto simultaneamente as declaram “impuras, proibidas e malignas” para as massas, a fim de mantê-las espiritualmente ignorantes.

O que eles praticam como rito sagrado, denunciam nos outros como abominação. Essa inversão não é acidental, mas estrutural: os Yehuborim precisam da difamação e demonização de toda adoração externa para sustentar a ilusão de sua própria santidade exclusiva e manter as massas espiritualmente ignorantes.

Enquanto as massas permanecem ignorantes ou no nível de “animais sem alma”, os Yehuborim podem manter a narrativa falsa de que são os únicos “marcados por Deus”. Essa percepção nasce do ódio por outras pessoas, que eles adoram rotular constantemente como “inferiores”, sem lhes dar um caminho de ascensão, mas cortando todas as pontes entre as pessoas e os Deuses.

Todas as lentes do espiritual, do divino e do cultural são distorcidas para servir apenas aos seus interesses particulares. As vidas espirituais e culturais de outros povos não são apenas combatidas, mas totalmente negadas – pois os Yehuborim vivem num estado de arrogância espiritual máxima, onde nenhuma luz é reconhecida para além de seu próprio círculo íntimo.

SOBRE A GUERRA CONTRA OS DEUSES​

Os Yehuborim atacam, anatematizam e caluniam os Deuses Antigos e todos os outros caminhos em direção ao Divino, podendo atacar até mesmo suas próprias denominações – não por discernimento justo, mas por ignorância agressiva, supremacia cultural ou interesse próprio calculado, direcionado contra o bem-estar de todos os outros, sem exceção.

Os Yehuborim simulam a graça espiritual, mas não a vivem. Praticam ladainhas o dia todo, mas falam em línguas odiosas. O mundo inteiro é visto como seu inimigo; até mesmo aqueles que poderiam ser seus amigos, pois a identidade dos Yehuborim depende do ódio como pedra angular fundamental.

A reescrita da história cultural e religiosa para difamar todos aqueles que consideram inimigos é algo natural para os Yehuborim.

Em seus escritos e ensinamentos, todos os “de fora” são retratados como maus e merecedores de destruição final. As religiões criadas pelos Yehuborim não visam o desenvolvimento dos seres humanos, mas sim torná-los atormentado pela culpa, fracos e espiritualmente desorientados.

Em obras afetadas pelo espírito de Yehuborim, pode-se abrir “livros sagrados” e encontrar pregações, condescendência ou bênçãos para ações genocidas indiscriminadas contra inúmeros povos antigos ou contemporâneos. Isso será apresentado como “purificação”, e o espírito de Yehuborim se regozijará com as mentiras de sua criação.

Em sua arrogância e oposição extremas aos Deuses e à Ordem Divina, os Yehuborim podem se recusar a reconhecer até mesmo a esmagadora maioria da família humana como digna de vida e dignidade. Eles rotularão nações inteiras com termos depreciativos e orarão pela danação da humanidade, contanto que isso sirva aos interesses de sua própria facção.

Atualmente, o espírito de Yehuborim infectou muitas das principais religiões, que, por um lado, pregam falsamente “amor e paz para a humanidade”, mas, por outro, possuem doutrinas elaboradas de guerra, perversão e maldade. A maioria das religiões modernas reconhece segmentos da população, chegando a um terço da humanidade, como “malignos e merecedores do fogo do inferno”. Este é o espírito central de Yehuborim em ação, que se manifesta também nas “principais religiões” do mundo em nossa época.

Eles não buscam elevar ou compartilhar o sagrado, mas sim monopolizá-lo. Com o monopólio, vêm também as guerras. Os Yehuborim historicamente atacaram cientistas, pessoas racionais, civilizações, figuras divinas e qualquer um que ousasse questionar a “santidade” dos Yehuborim e desafiar seu status quo.

O status quo dos Yehuborim, que atingiu seu ápice na Idade das Trevas, também se deleita em profecias de desolação, destruição, complexos de culpa que envolvem muita negatividade, morte e esquecimento. Essas são instruções das forças espirituais que orquestram o mal; os “autores” dos Yehuborim.

Muitos foram vítimas dos Yehuborim ao longo da história, e toda Idade das Trevas é marcada pela ascensão do poder dos Yehuborim. Pessoas santas, homens e nações são alvos dos Yehuborim, cujo objetivo é eliminar sua luz e substituí-la por cascas vazias.

Enquanto os Deuses e as Pessoas da Razão questionariam com reverência e aceitariam todos os avanços do conhecimento verdadeiro, os Yehuborim não podem tolerar isso; Galileu, Sócrates e muitos outros foram vítimas do espírito e das instituições historicamente afetadas e afligidas pelos Yehuborim.

Esse monopólio gera violência, genocídio e comportamento desviante contra o Divino – sempre envolto nas vestes da “justiça” e da “piedade”, coberto por alegações seletivas de que isso se deve à vinda do “Messias” para “purificar a Terra”, e terminologias relacionadas.

SOBRE A VIOLÊNCIA ESPIRITUAL DOS YEHUBORIM​

Eles cometem atos de violência espiritual sem cessar: amaldiçoam o que outros consideram sagrado, destroem templos, apagam os nomes dos Deuses e reescrevem as teologias do passado antigo – enquanto se proclamam os únicos instrumentos da vontade de Deus.

Sua destruição é sempre realizada em nome de Deus – ou melhor, em nome de sua própria divindade tribal. Seu Deus está sempre convenientemente alinhado com seus apetites egoístas, nunca com a Ordem Cosmológica de Ma’at ou a Verdade Eterna.

SOBRE A HÍBRIS DOS YEHUBORIM​

Yehuborim encapsula, portanto, o antigo conceito grego de Hybris (Ὕβρις) em seu sentido teológico mais pleno: não meramente arrogância, mas a transgressão específica de reivindicar autoridade divina para ações profanas, destruição e criminalidade – a instrumentalização do sagrado para fins de dominação, apagamento e predação espiritual sobre todos aqueles que não são “eles mesmos”.

SOBRE A UNIVERSALIDADE DO TERMO​

O termo se aplica universalmente e não está vinculado a nenhuma nação, era ou tradição em particular – embora certas tradições na era atual exibam a essência de Yehubor de forma mais manifesta do que outras. Quando a aflição de Yehuborim se espalha, os Deuses restabelecem as Leis de Ma’at com poder direto e mão forte.

Yehubor é o estado espiritual que deve eclipsar e ser superado para que o mundo e a própria espiritualidade progridam. É o véu final antes da restauração do Divino em todos os seus nomes.

Para que a humanidade avance espiritualmente, o espírito das aflições dos Yehuborim deve ser removido. Os piedosos que reconhecem ter caído sob a influência de Yehubor devem se arrepender perante os Deuses Antigos e reconhecer suas transgressões; então Yehubor os deixará e a conexão com os Deuses Verdadeiros será restabelecida.

Onde quer que um sacerdócio use os Nomes Divinos como instrumento de perseguição em vez de iluminação – onde quer que a letra da Lei Divina seja pervertida pelos desejos maníacos dos profanos e imposta enquanto seu espírito é sufocado – ali está a obra dos Yehuborim.

Sempre que a alegação de eleição divina é usada para justificar a degradação ou destruição de outros de maneira incessante ou política - ali a condição de Yehubor espiritual se apresenta.




UMA ORAÇÃO SAGRADA DE OSÍRIS PARA BANIR A INFLUÊNCIA DOS YEHUBORIM DO MUNDO

YE · ĒY · BO · RI · IM
MIROBYĒEĒYBORIM
YEO · YEO · YEO
BORBORIM · KELIPHŌTH · SKIAKINA
MIROBYĒEĒYBORIM

áudio: https://templeofzeus.org/assets/audio/liturgical/pathologies/1st.mp3
 
O Birburim é a prática ativa do Yehubor.

Se Yehubor é a aflição espiritual, Birburim é o que a doença opera.

A palavra vem do grego barbaros (ruído sem sentido, como o zurro de um animal) e da raiz semítico-hebraica invertida BRR (purificar), significando o contrário: turvar, poluir a verdade com mentiras.

Este é outro termo litúrgico; é imutável e deve existir no Templo de Zeus de forma permanente e para sempre.

Leia abaixo para compreender o termo: BIRBURIM.

https://templeofzeus.org/Birburim

Birburim são as declarações bárbaras: mentiras religiosas sistemáticas disfarçadas de discurso sagrado. Um Yehubor deve realizar Birburim para apoiar os trabalhos do Yehubor. Um vaso oco não pode ficar em silêncio, o silêncio revelaria o vazio. Por isso, faz barulho constantemente: declarações, condenações, maldições, sermões, decretos - todos concebidos para soar como "Livros Sagrados", embora sejam meramente malignos e enganosos.

O Birburim é a prática ativa do Yehubor, as coisas que o Vazio Selado por Deus faz, e consiste no seguinte:

1. A falsificação sistemática da história para negar ou roubar as conquistas espirituais do Egipto, da Grécia, da Mesopotâmia e da Índia, ao mesmo tempo que afirma que todo o conhecimento sagrado teve origem numa única tradição.

2. A proclamação de que o conhecimento espiritual e a comunhão divina pertencem exclusivamente a uma tribo ou nação, e que milhares de milhões de almas humanas ao longo dos milénios são espiritualmente inúteis.

3. A apreensão de nomes divinos teofóricos como Adonai (Adonis), El (cananeu) e Yah (egípcio) e a afirmação agressiva de que estes nomes pertencem a um único povo, ao mesmo tempo que ataca as próprias tradições de onde foram retirados.

4. Prestar falso testemunho sobre a natureza de Deus, atribuindo o ciúme, o tribalismo, o partidarismo e a crueldade genocida ao Criador de Tudo.

5. Atacar verbalmente e blasfemar contra os Deuses Antigos, chamando-lhes Demónios e a sua adoração de abominável.

6. Usar Deus como licença para crimes, incluindo genocídio, conquista territorial e escravização de povos.

7. Cantar a liturgia sagrada usando nomes comprovadamente roubados de tradições mais antigas e, ao mesmo tempo, amaldiçoar essas tradições como "mal pagão".

8. Escrever e pregar que todos os seres humanos que não concordam com as suas crenças específicas arderão no fogo eterno do inferno.

9. Falsificar a história da sua própria religião, ocultando as suas origens egípcias, cananéias e gregas, e apresentar mitologia como história, ao mesmo tempo que ataca as histórias genuínas dos outros como mitos.

10. Travar guerras santas para destruir templos, queimar bibliotecas, apagar sacerdócios e converter povos à força para que nenhuma evidência sobreviva para contradizer as suas afirmações.

11. Negar que qualquer seguidor sincero do caminho sagrado se possa tornar Filho ou Filha de Deus, reservando o parentesco divino apenas para uma figura ou povo eleito e, assim, prendendo a humanidade na servidão espiritual.
 

IV. SAHIBURAH​

· Σαχιβουράχ ·

No Zevismo, Sahiburah denota o crime teológico mais supremo: a perpetração de atrocidades em Nome de Deus, a atribuição da criminalidade humana ao comando Divino, e a consequente transferência de vergonha e desgraça sobre o Sahu de Deus diante dos olhos da humanidade. Se o Yehubor é a condição do vazio espiritual, e os Birburim são as mentiras que saem do vaso oco, então Sahiburah é a consequência final: a militarização do Nome Divino para santificar o derramamento de sangue e a resultante profanação do próprio Ser de Deus na consciência da humanidade.

SOBRE A ETIMOLOGIA DE SAHIBURAH​

O termo é construído a partir de duas raízes extraídas do vocabulário teológico egípcio. O primeiro elemento, Sahu (Sḥw), designa na religião egípcia o corpo espiritual glorificado e imortal de um ser. O Sahu não é o corpo físico (Khat), nem a força vital (Ka), nem a personalidade-alma (Ba), mas o vaso incorruptível da identidade divina que perdura além da morte e existe na companhia dos Deuses. Todo Deus possui um Sahu. O Sahu de um Deus é aquele aspecto do Deus que é perceptível, nomeável e acessível aos seres humanos. É a forma pela qual o Divino se apresenta à consciência mortal.

O segundo elemento, Burah (𐤁𐤅𐤓), deriva da raiz semítica BRH/BUR: vergonha, desgraça, degradação, a redução daquilo que deveria ser exaltado. Combinado, Sahiburah produz: “A Vergonha do Corpo Divino” ou “Trazendo Desgraça sobre o Sahu de Deus.”

Em grego, o conceito corresponde precisamente a θεομαστιγία (theomastīgía, a flagelação de Deus) e θεοβλαβέω (theoblabéō, causar dano a Deus), mas supera ambos, pois nomeia não apenas um ataque a Deus, mas um mecanismo específico: o criminoso arrasta o Nome de Deus por meio de seus próprios crimes, de modo que, aos olhos da humanidade, Deus se torna associado ao assassinato, genocídio, roubo e opressão. O criminoso escapa da censura; Deus recebe a culpa. Esta é a essência de Sahiburah: a transferência da dívida moral do criminoso para o Criador.

SOBRE A NATUREZA DO SAHIBURAH​

Sahiburah não é uma criminalidade comum. Criminosos comuns agem por ganho, por paixão, por sobrevivência ou por compulsão. Estes, na corte dos Deuses, podem ser julgados, punidos ou redimidos de acordo com a natureza e gravidade dos seus actos, das suas intenções ou dos seus antecedentes, e vistos como erros, circunstâncias ou fraquezas humanas. O criminoso comum não afirma que seus crimes são a vontade dos Céus. Ele não invoca o Nome do Criador enquanto pratica esses actos. Ele não apresenta seu roubo como um mandamento divino. Quaisquer que sejam seus erros, ele não profana a relação entre a humanidade e o Divino.

O praticante de Sahiburah faz algo categoricamente diferente. Ele comete o crime e depois declara: “Deus me disse para fazer isso.” Ele anexa uma nação e proclama: “Deus disse isso.” Ele massacra um povo e anuncia: “Deus ordenou sua destruição.” Ele escraviza e diz: “Deus ordenou a escravidão deles.” Ele queima um herege e afirma: “Deus exige essa purificação.”

Ao fazer isso, ele realiza uma dupla atrocidade. A primeira atrocidade é o crime em si. Para crimes como esses, é possível retificá-los. No entanto, o segundo, que é infinitamente pior, é o dano permanente infligido ao Sahu de Deus na consciência da anima mundi humana, a alma colectiva da humanidade. Pois quando um sacerdote declara que Deus ordenou um genocídio, cada testemunha desse genocídio associará Deus ao genocídio. Quando uma escritura atribui ciúme, ira e vingança tribal ao Criador, cada leitor entenderá o Divino como ciumento, irado e tribal. O Sahiburah não prejudica apenas os seres humanos. Ela prejudica a imagem de Deus nos corações dos seres humanos. O Yehubor emitem deliberadamente esses materiais escritos para fazer as pessoas odiarem, detestarem, e perdem a bússola dos Deuses e do Divino. Este acto rompe o vínculo entre a humanidade e o Divino, tornando-o repulsivo, temível e moralmente desprezível.

É por isso que o Sahiburah é o maior crime no Zevismo: não porque viole um mandamento, mas porque envenena o poço do qual toda a vida espiritual bebe.

SOBRE O ATESTADO EGÍPCIO​

A tradição egípcia reconheceu este crime com absoluta clareza. No Julgamento dos Mortos perante o Tribunal de Osíris, as 42 Confissões de Ma’at, o falecido deve recitar as Confissões Negativas, as declarações de sua inocência. Este é um acto espiritual e ritual de profundas conotações. Entre essas declarações, as mais severas não dizem respeito a assassinato, roubo ou adultério, mas a ofensas contra os próprios Deuses: “Eu não amaldiçoei um Deus.” “Eu não cometi blasfêmia.” “Eu não roubei as oferendas dos Deuses.” “Eu não falei mentiras no Lugar da Verdade.” Esses actos não giram em torno de maldições reais, pois os Deuses são imunes a tais actos. Esses actos, no entanto, envolvem ações de Sahibur. O Yehubor depende disso constantemente ao lado de Birburim.

Os egípcios entendiam que o Sahu de um Deus é sustentado no mundo material pela fala verdadeira e pela conduta justa daqueles que invocam o Nome desse Deus. Quando o Nome é invocado falsamente, quando a autoridade de Deus é reivindicada para actos de Isfet (a desordem cósmica que se opõe a Ma’at), o próprio Sahu é ferido, não em si mesmo, mas porque o povo perde a fé e o amor pelos Deuses. O Deus não morre, pois os Deuses são imortais. Mas o Sahu de Deus está obscurecido na percepção da humanidade. Os homens não podem mais ver o Deus claramente, pois o Nome de Deus está enredado nos crimes daqueles que o usaram indevidamente. Atualmente, o mundo está envenenado pelas obras do Yehubor, pois seus Sahibur e Birburim contribuíram para o isolamento do homem dos Deuses.

Este é precisamente o mecanismo de Sahiburah praticado nos últimos dois milênios: os nomes EL, Adonai, Yah, Deus e Allah estão tão completamente envolvidos com Cruzadas, Inquisições, Jihads, genocídios, conversões forçadas e a destruição sistemática de religiões indígenas que bilhões de seres humanos agora associam a própria palavra “Deus” à violência, hipocrisia e opressão. Este é o efeito cumulativo de dois mil anos de Sahiburah: o Divino Sahu está tão obscurecido que grande parte da humanidade se afastou totalmente de Deus, não porque tenha rejeitado o Divino, mas porque o Sahiburah tornou o Divino irreconhecível.

SOBRE O ATESTADO GREGO​

A tradição grega chama esse crime de ὕβρις (Hybris) em seu sentido mais amplo e terrível. Hybris não é mera arrogância. É a transgressão específica de reivindicar prerrogativas divinas para a ação humana: colocar-se na posição dos Deuses enquanto age a partir dos impulsos humanos mais baixos. Quando Agamenon sacrifica sua filha Ifigênia “porque Ártemis exige isso”, este é Sahiburah: a transferência da culpa do assassinato de crianças do rei para a Deusa. Quando Creonte proíbe o sepultamento de Polinices “em nome dos Deuses da cidade”, isso é Sahiburah: a militarização da autoridade divina para vingança política. Quando uma nação quer o roubo de outra porque “Deus disse isso”, embora não mostre a verdade de interesses particulares, isso é Sahiburah político e não religião ou doutrina de Deus.

Em todos os casos, os trágicos gregos demonstram o mesmo princípio: aquele que pratica Sahiburah é destruído, não pela vingança divina arbitrária, mas pela consequência natural e inevitável de ter se separado da ordem de Dikē (Justiça). O Δίκη de Zeus não é uma punição imposta de cima. É a restauração da ordem que a Sahiburah violou. Esta é a diferença crucial entre o entendimento grego e o abraâmico: no mundo grego, o criminoso não é punido porque Deus está irado, mas porque a ordem cósmica não pode sustentar a distorção que o criminoso introduziu.

SOBRE O TÁRTARO E A JUSTIÇA DOS DEUSES​

No Zevismo, o Tártaro não é o Inferno. Esta distinção é absoluta e deve ser entendida sem ambiguidade.

Na maioria das religiões e denominações religiosas abraâmicas, o Inferno é universal, indiscriminado e eterno. Ela existe como uma ameaça contra todos que não acreditam, independentemente da qualidade de suas vidas, da sinceridade de seus corações ou da retidão de sua conduta. Um filósofo que dedicou sua vida à verdade e à virtude é condenado ao Inferno se não se subscreveu ao credo correto. Uma criança que nunca foi batizada é relegada ao Limbo ou à condenação. Biliões de seres humanos de todas as idades, incluindo todos os ancestrais que viveram antes da fundação da religião relevante, são declarados condenados por padrão. Isto não é justiça. É o Birbur supremo: a mentira de que Deus criou a maioria da humanidade com o único propósito de puni-los.

O Tártaro é o oposto disso. O Tártaro não existe para “todos os que desobedecem”, mas para aqueles que cometeram crimes tão fundamentais contra a Ordem Divina que nenhuma correção comum é suficiente. Os gregos eram explícitos: o Tártaro detém Tântalo, que assassinou seu próprio filho e serviu sua carne aos Deuses, testando-os com abominação. Ela contém Sísifo, que acorrentou Tânatos e tentou enganar os Deuses do Submundo. Ela contém Ixion, que tentou violar Hera após receber hospitalidade divina. Ele contém os Titãs, que guerrearam contra a própria ordem do Olimpo.

O elemento comum não é a desobediência. Não é descrença. Não é a falha em realizar um ritual específico ou em aderir a um credo específico. O elemento comum é a violação direta e deliberada do relacionamento entre Deuses e homens: o abuso da hospitalidade divina, a zombaria da confiança divina, a profanação do sagrado por meio da militarização do sagrado contra si mesmo.

Sahiburah pertence a esta categoria. Aquele que comete atrocidades em Nome de Deus fez algo pior do que a criminalidade comum: transformou Deus em cúmplice, arrastando o Sahu Divino através do sangue das suas vítimas. Ele tornou impossível que as testemunhas de seus crimes confiem no Divino. Ele não prejudicou apenas os homens. Ele prejudicou os Deuses aos olhos dos homens. Os Deuses não proíbem os mortais de cometer grandes erros ou mesmo de travar guerras, mas não desculpam os perpetradores quando estes são covardemente transferidos a culpa para o Nome dos Deuses.

Por esta razão, o praticante de Sahiburah pertence ao Tártaro: não porque Deus seja vingativo, não porque um mandamento tenha sido quebrado, não porque um credo tenha sido rejeitado, mas porque o praticante de Sahiburah danificou algo que nem mesmo os Deuses podem reparar facilmente: a confiança da humanidade no Divino.

SOBRE A REDENÇÃO E A MISERICÓRDIA DOS DEUSES​

Deve ser afirmado com igual força: no Zevismo, mesmo os piores criminosos podem ser redimidos, desde que não pratiquem Sahiburah. O assassino que sabe que assassinou, que enfrenta o peso do seu acto, que não finge que Deus lhe ordenou matar, permanece ao alcance da misericórdia divina. O ladrão que reconhece seu roubo. O tirano que no final reconhece sua tirania. Mesmo o ser humano mais caído mantém a possibilidade de retorno, desde que o fio que o liga ao Divino não tenha sido cortado por sua própria mão. Esta afirmação aqui resolve apenas a retificação espiritual, não as penalidades humanas legais, que são independentes disso.

Sahiburah corta esse fio. Não porque os Deuses se retirem, mas porque o praticante fez da noção do próprio Deus o instrumento do crime. Ele não pode se arrepender, porque seu arrependimento exigiria que ele reconhecesse que Deus não ordenou o que ele alegou que Deus ordenou, o que significaria admitir que cada oração, cada escritura, cada guerra santa e cada conversão forçada realizada em Nome de Deus era uma mentira. Daí acrescentam Birburim para aliviar a culpa, afastando-se ainda mais da retificação, uma insolência aos olhos dos Deuses. O Sahiburah aprisiona seu praticante em uma prisão construída por ele mesmo: ele não pode confessar o crime sem confessar que toda a sua identidade religiosa é construída sobre falsidade.

É por isso que a loucura do praticante de Sahiburah é genuína, não metafórica. A mente humana não pode sustentar o conhecimento simultâneo de que cometeu atrocidades e que Deus as aprovou. Algo deve quebrar. Na maioria dos casos, o que quebra é a capacidade de autoexame honesto e a capacidade de admiti-lo e arrepender-se verdadeiramente. O praticante torna-se incapaz de ver o que fez. Ele se torna cego para sua própria história, defensivo contra todas as evidências e violentamente hostil a qualquer um que diga o nome de sua condição. Esta cegueira não é uma falha moral. É uma inevitabilidade psicológica. É a mente se protegendo de uma verdade que a destruiria.

A misericórdia dos Deuses estende-se mesmo aqui, mas apenas se o praticante estiver disposto a libertar a única coisa que sustenta a sua prisão: a afirmação de que Deus estava do seu lado. No momento em que ele diz: “Eu fiz isso, e Deus não teve nada a ver com isso”, o fio é restaurado, e é preciso começar um arrependimento grande e sério. No entanto, esta admissão significaria que alguém não é servo de Yehubor e já evitou Birburim, e a pessoa pode então ser libertada. O Sahu de Deus é purificado da mancha, e é preciso confrontar o que eles fizeram. A jornada em direção à redenção, por mais longa e difícil que seja, torna-se então possível.

SOBRE A TRÍADE: YEHUBOR, BIRBURIM, SAHIBURAH​

Os três termos formam uma tríade teológica completa que descreve a descida da alma oca ao abismo.

Yehubor é a condição: o Oco Selado de Deus, o vaso marcado pelo Divino, mas esvaziado da presença Divina.

Birburim é a conduta: as Declarações Bárbaras, as mentiras sistemáticas contra os Deuses e contra a história que saem do vaso oco.

Sahiburah é a consequência: a Vergonha ao Corpo Divino, o crime supremo no qual os Birburim acumulados são decretados sobre o mundo como violência, genocídio e destruição espiritual, tudo realizado em Nome de Deus, ferindo assim o Sahu de Deus nos corações da humanidade.

A tríade passa do vazio interno (Yehubor) para a falsidade externa (Birburim) e para a ação catastrófica (Sahiburah). Cada estágio é pior que o anterior e cada um torna o próximo inevitável. O vaso oco deve produzir mentiras, as mentiras devem eventualmente ser encenadas como crimes, e os crimes devem ser atribuídos a Deus, porque toda a estrutura entra em colapso se o praticante alguma vez admitir que Deus nunca esteve envolvido.




UMA ORAÇÃO SAGRADA DE OSÍRIS PARA JULGAR OS INFRATORES DE GRANDE SAHIBUR E SUA INFLUÊNCIA PERANTE O MUNDO

SAHU · SAHU · SAHU
BURAH · HARUBIHAS · SAHIBURAH
MAAT · MAAT · MAAT · KRINOU
TARTAROS · NEMESIS · DIKE
HARUBIHAS · SAHIBURAH
THEOURGIA · PHAINŌ · SAHU · KATHAROS

áudio: https://templeofzeus.org/assets/audio/liturgical/pathologies/4th.mp3
 

Official Temple of Zeus Links

Back
Top